terça-feira, 25 de outubro de 2011

AS 10 PERGUNTAS

                APENAS 10 PERGUNTAS!



"E como  dizes rico  sou  estou  enriquecido  e de nada  tenho falta;
E  não  sabes  que  és  um  povo desgraçado  e  miserável,  e  pobre  e  CEGO... nu...  Apo,,3, 14-22.
Essa é uma das muitas  profecias que  estão  cumprindo  na sua  integra  em  nos  dias;  São  tantos  "experto"    pseudo-s   pregadores  de  uma  suposta  verdade...não  entendendo  nem  o que  diz  e nem  o que  afirmam. 1ª Tim 1,6,7.
Que  nos  faz  lembrar  da  frase  do  poeta-filososfo...o  dia  em  que  os  "idiotas  quiseram  governar". A  maioria  deles  não  conhecem      os   princípios rudimentares da religião e da  historia; E  querem  ser  ensinadores  daquilo  que  nem sabem  seus  princípios  fundamentais.
E  o grande  problema é  que   eles  falam  demais, quando  deveriam  ouvir  e ler  mais  e falar  menos ;  e  assim  nunca  sobra  tempo  para  aprender. Deveriam  pelo  menos  seguir  o  conselho  do  sábio  Salomão...Até  o tolo  quando  se  cala  será  reputado  por  sábio, e o  que  cerrar  seus  lábios  por  entendido; Prov, 17,11128.
Já  que  tem  tantos  ensinadores  aqui; lanço  um  desafio  a todos  os  que  querem ensinar  em  vez  de  aprenderem.
È  o  desafio  das  10  perguntas.
1ª  pergunta....quais  os  significados  das  profecias  do  livro de Daniel...a  estatua cap-2,  "uma estatua  com  cabeça  de  ouro,  peito  de  prata ventre  e coxas  de  bronze,  pés  e dedos  de  ferro  e barro,  destruída pela  pedra que  formou  um  grande  monte  na  terra.
Os 4  animais  do  cap´ 7  um   leão,  um  urso,  uma  pantera  com  4  cabeças .
um  animal  estranho  com  10  chifres,  e  mais  um chifrinho  que  tinha  olhos  e uma  boca  que  falava  blasfêmias  contra  o  Eterno,  e que  faria  guerra  contra  o  povo  de Yahweh=Yarrueh  e os  venceria.
A  visão  do  cap-8,  dum  carneiro  com  2  chifres  e um   bode  peludo  com  um  grande chifre  entre os  olhos  que  foi  quebrado e  nasceram  4  em  seu  lugar. e  as  23000 tardes  ema nhãs.
A  profecia  do cap-9,    as  70  semanas  e a  vinda  do  mashiach  e o  seu  concerto  com  muitos durante  uma semana, a ultima.
2ª  pergunta....segundo  a profecia das  70  semanas que  anunciava  a chegada  do  messias;  Ele  chegaria  num  tempo  pre-fixado  pela cronologia profética;  segundo esses  dados  o  mashiach  apareceria  no  final  das  69  semanas...sabe  e entende  desde  a saída  da ordem...até  ao  mashiac  haverá  7  semana, e 62  semanas; 
Isso  indicava  que  seria  numa  data  X, qual  foi  essa  data, que  dia  ele  recebeu a tevilah=imerssão,  e quanto  tempo  ele  anunciou  a boa  nova  do  reino  do  pai, que  ano  iniciou que  dia ele  morreu  na estaca  de execução, e que  ano  terminou?.
Quantos dias  o  messias  disse  que  ficaria  na  sepultura,  e que  dia  ele  morreu  e em que  dia  ressuscitou  dos  mortos?. E  se como  dizem, é  o  anti-cristo  quem  vai  fazer  um concerto  com a nação de Israel;  então  o  messias  não fez  o concerto no  madeiro,  já  que  a profecia  fala  de um  único  concerto,  não  existe  dois; e  se o  messias  não  fez  esse  concerto, porque estão  lendo  o  novo  Testamento (concerto)  e falando  dele?
2ª  pergunta...porque  Yahshuah  disse  aos seus seguidores    yahudim=judeus,   que  quando  eles  vissem  Jerusalem  cercada  de  exércitos (lukas 21,20-22.)  era  para  eles  fugirem,  como  seria  ou  foi  possível  fugir  da  cidade  se ela  estaria  cercada  de Exércitos?
3ª  pergunta...o  que  yahshuah  quis  ensinar  quando  disse...haverá uma  tão  grande tribulação  como  nunca  houve desde  que  ha  homem  sobre  a terra  e  nem  jamais  haverá..se não  fossem  abreviados  aqueles  dias  nenhuma  carne  se salvaria, mas  por  amor  aos escolhidos  serão  abreviado  aqueles  dias. Quantos,   quando,  onde e quais  os  dias  que  seriam  ou foram  abreviados?
4ª   pergunta....A  que  se referem  as  7  cartas  de  Yahshuah as    kehilah-igreja.do Apo,?
5ª  pergunta...de  que  falam  os  7 selos  do Apo, porque  um cavalo  era  branco,  outros  amarelo,  vermelho  e preto?  E  também  porque  a "morte  e o  inferno"  seguiam  o  cavalo  amarelo;  o  inferno  da  teologia  popular  anda  de  um  lugar  para outro?
6ª  pergunta...qual  o  significado  das  7  trombetas  e das  7  pragas?
7ª  pergunta.  ao  que  se  refere  as  passagens  de 3,5  anos-42  meses-1260  anos (são 7 as  passagens  proféticas)?
8ª pergunta...quem e a mulher  do capitulo  12  de Apo,  e  porque  ela  estava  vestida  do  sol  com a lua debaixo  dos  pés, e grávida  com  ânsias  de dar  a luz;  qual  o filho que  ela  deu  a luz,  que deserto  ela foi e  ficou  por 1260 dias?
9ª  pergunta...Porque  em  Apo, 17,  diz  que  a besta  666 é  o  8º  rei e  ao  mesmo tempo  ela é  dos  7  reis?  Já  virem  um  rei  ser o 8º  e  ao  mesmo  tempo ser  dos  7?
E  que  ela  faria  ou fez  guerra  contra  os  santos  e os venceria  e ou venceu  por  42  meses  , e 3,5  anos, ou 1260  dias.  Quando  houve  e ou  haverá  essa guerra  contra os  santos,  e  quem  são  esses santos,  já  que  a  pregação  da  grande  maioria  diz  que  os  santos  não  passarão  por essa tribulação;  como  reparar essa  discordância  gritante,  entre  a palavra profética  e  a  teoria  religiosa?
10ª  pergunta....o  que  significa a  passagem  em Apo, 12,17  e 19,10...os  santos são  os  que  guardam  os  mandamentos  de yahweh  e  tem  o testemunho  de yahshuah.
E que  o  testemunho  de yahshuah é  o   rukha  nevuat? Quem  é esse  rukha  nevuat?

São  perguntas  pertinentes   a  pregação  da  boa  nova do  reino  de Yahweh=Yarrueh        trazida pelo  Mahsiach.
Para  ser  pregador  dessa   boa  nova  é  preciso  saber   as  respostas  dessas  e  outras  perguntas  referentes  ao  caminho  da  salvação;  quem  não  tiver  apto;  que  cale-se;  já  que  a  advertência    é  muita  séria para  quem...acrescentar e ou  tirar qualquer  coisa  dessa  profecia,         será acrescentada sobre  ele  as  pragas escritas  nesse  livro; e tirada  a sua  parte  no  livro  da  vida  e da  cidade  santa  que  estão escritas  nesse  livro Apo,22,18,19.


Ivonil  Ferreira  de Caralho-Jatai-go-Brasil


RAIZES HEB NO BRASIL

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Raízes hebraicas no Brasil

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admin
– junho 18, 2011Postado em: Artigos
Um povo para ser destacado dentre as nações precisa conhecer sua identidade, buscando profundamente suas raízes.
Os povos formadores do tronco racial do Brasil são perfeitamente conhecidos, como: o índio, o negro e o branco, destacando o elemento português, nosso colonizador. Mas, quem foram estes brancos portugueses? Pôr que eles vieram colonizar o Brasil? Viriam eles atraídos só pelas riquezas e Maravilhas da terra Pau-Brasil? A grande verdade é que muitos historiadores do Brasil colonial ocultaram uma casta étnica que havia em Portugal denominada por cristãos novos, ou seja, os Judeus! Pôr que? (responder esta pergunta poderia ser objeto de um outro artigo). Em 1499, já quase não havia mais judeus em Portugal, pois estes agora tinham uma outra denominação: eram os cristãos novos. Eles eram proibidos de deixar o país, a fim de não desmantelar a situação financeira e comercial daquela época, pois os judeus eram prósperos.
Os judeus sefarditas, então, eram obrigados a viver numa situação penosa, pois, por um lado, eram obrigados a confessar a fé cristã e por outro, seus bens eram espoliados, viviam humilhados e confinados naquele país. Voltar para a Espanha, de onde foram expulsos era impossível, bem como seguir em frente, tendo à vista o imenso oceano Atlântico. O milagre do Mar Vermelho se abrindo, registrado no Livro de Êxodo, precisava acontecer novamente.
Naquele momento de crise, perseguição e desespero, uma porta se abriu: providência divina ou não, um corajoso português rasga o grande oceano com sua esquadra e, em abril de 1500, o Brasil foi descoberto.
Na própria expedição de Pedro Álvares Cabral já aparecem alguns judeus, dentre eles, Gaspar Lemos, Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei D. Manuel. Podemos imaginar com que tamanha alegria regressou Gaspar Lemos a Portugal, levando consigo esta boa nova: – descobria-se um paraíso, uma terra cheia de rios e montanha, fauna e flora jamais vistos. Teria pensado consigo: não seria ela uma “terra escolhida” para meus irmãos hebreus? Esta imaginação começou a tornar-se realidade quando o judeu Fernando de Noronha, primeiro arrendatário do Brasil, demanda trazer um grande número de mão de obra para explorar seiscentas milhas da costa, construindo e guarnecendo fortalezas na obrigação de pagar uma taxa de arrendamento à coroa portuguesa a partir do terceiro ano. Assim, milhares e milhares de judeus fugindo da chamada “Santa Inquisição” e das perseguições do “Santo Ofício” de Roma, começaram a colonizar este país.
Afinal, os judeus ibéricos, como qualquer outro judeu da diáspora, procurava um lugar tranqüilo e seguro para ali se estabelecer, trabalhar, e criar sua família dignamente. O tema é muito vasto e de grande riqueza bibliográfica e histórica.
Assim, queremos com esta matéria abordar ligeiramente o referido tema, despertando, principalmente, o leitor interessado que vive fora da comunidade judaica. Neste pequeno estudo, queremos mencionar a influência judaica na formação da raça brasileira, apresentando apenas alguns fatos históricos importantes ocorridos no Brasil colonial, destacando uma lista de nomes de judeus portugueses e brasileiros que enfrentaram os julgamentos do “Santo Ofício” no período da Inquisição.
Os fatos históricos são muitos e podem ser encontrados em vários livros que tratam com detalhes desse assunto, como já mencionado.
Comecemos, então, apresentando um pequeno resumo da história dos judeus estendendo até ao período do Brasil Colonial. Desde a época em que o Rei Nabucodonosor conquistou Israel, os hebreus começaram a imigrar-se para a península ibérica. A comunidade judaica na península cresceu ainda mais durante os séculos II e I a.C., no período dos judeus Macabeus. Mais tarde, depois de Cristo, no ano 70, o imperador Tito ordenou destruir Jerusalém, determinando a expulsão de todo judeu de sua própria terra. A derrota final ocorreu com Bar Kochba no ano 135 d.C, já na diáspora propriamente dita. A história confirma a presença dos judeus ibéricos, também denominados “sefaradim”, nessa península, no período dos godos, como comprovam as leis góticas que já os discriminavam dos cristãos. As relações judaico-cristãs começaram a agravar-se rapidamente após a chegada a Portugal de 120.000 judeus fugitivos e expulsos pela Inquisição Espanhola por meio do decreto dos Reis Fernando e Isabel em 31.03.1492. Não demorou muito, a situação também se agravava em Portugal com o casamento entre D. Manoel I e Isabel, princesa espanhola filha dos reis católicos. Várias leis foram publicadas nessa época, destacando-se o édito de expulsão de D. Manoel I. Mais de 190.000 judeus foram forçados a confessar a fé católica, e após o batismo eram denominados “cristãos novos”, quando mudavam também os seus nomes. Várias atrocidades foram cometidas contra os judeus, que tinham seus bens confiscados, saqueados, sendo suas mulheres prostituídas e atiradas às chamas das fogueiras e as crianças tinham seus crânios esmagados dentro das próprias casas.
O descobrimento do Brasil em 1500 veio a ensejar uma nova oportunidade para esse povo sofrido. Já em 1503 milhares de “cristãos novos” vieram para o Brasil auxiliar na colonização. Em 1531, Portugal obteve de Roma a indicação de um Inquisidor Oficial para o Reino, e em 1540, Lisboa promulgou seu primeiro Auto de fé. Daí em diante o Brasil passou a ser terra de exílio, para onde eram transportados todos os réus de crimes comuns, bem como judaizantes, ou seja, aqueles que se diziam aparentemente cristãos novos, porém, continuavam em secreto a professar a fé judaica. E é nesses judaizantes portugueses que vieram para o Brasil nessa época que queremos concentrar nossa atenção.
De uma simples terra de exílio a situação evoluiu e o Brasil passou a ser visto como colônia. Em 1591 um oficial da Inquisição era designado para a Bahia, então capital do Brasil. Não demorou muito, já em 1624, a Santa Inquisição de Lisboa processava pela primeira vez contra 25 judaizantes brasileiros (os nomes abaixo foram extraídos dos arquivos da Inquisição da Torre do Tombo, em Lisboa). Os nomes dos judaizantes e os números dos seus respectivos dossiês foram extraídos do Livro: “Os Judeus no Brasil Colonial” de Arnold Wiznitzer – página 35 – Pioneira Editora da Universidade de São Paulo:
  • Alcoforada, Ana 11618.
  • Antunes, Heitor 4309.
  • Antunes, Beatriz 1276.
  • Costa, Ana da 11116.
  • Dias, Manoel Espinosa 3508.
  • Duarte, Paula 3299.
  • Gonçalves, Diogo Laso 1273.
  • Favella, Catarina 2304.
  • Fernandes, Beatriz 4580.
  • Lopes, Diogo 4503.
  • Franco, Lopes Matheus 3504.
  • Lopes, Guiomar 1273.
  • Maia, Salvador da 3216.
  • Mendes, Henrique 4305.
  • Miranda, Antônio de 5002.
  • Nunes, João 12464.
  • Rois, Ana 12142.
  • Souza, João Pereira de 16902.
  • Teixeira, Bento 5206.
  • Teixeira, Diogo 5724.
  • Souza, Beatriz de 4273.
  • Souza, João Pereira de 16902.
  • Souza, Jorge de 2552.
  • Ulhoa, André Lopes 5391.
Continuando nossa pesquisa, podemos citar outras dezenas e dezenas de nomes e sobrenomes, devidamente documentados, cujas pessoas foram também processadas a partir da data em que a Inquisição foi instalada aqui no Brasil. É importante ressaltar que nesses processos os sobrenomes abaixo receberam a qualificação de “judeus convictos” ou “judeus relapsos” em alguns casos. Por questão de espaço citaremos apenas nesta primeira parte os sobrenomes, dispensando os pré-nomes:
Abreu Álvares Azeredo Ayres – Affonseca Azevedo Affonso Aguiar – Almeida Amaral Andrade Antunes – Araújo Ávila Azeda Barboza – Barros Bastos Borges Bulhão – Bicudo Cardozo Campos Cazado – Chaves Costa Carvalho Castanheda – Castro Coelho Cordeiro Carneiro – Carnide Castanho Corrêa Cunha – Diniz Duarte Delgado Dias – Esteves Évora Febos Fernandes – Flores Franco Ferreira Figueira – Fonseca Freire Froes Furtado – Freitas Galvão Garcia Gonçalves – Guedes Gomes Gusmão Henriques – Izidro Jorge Laguna Lassa – Leão Lemos Lopes Lucena – Luzaete Liz Lourenço Macedo – Machado Maldonado Mascarenhas – Martins Medina Mendes Mendonça Mesquita – Miranda Martins Moniz Monteiro – Moraes Morão Moreno Motta – Munhoz Moura Nagera Navarro – Nogueira Neves Nunes Oliveira – Oróbio Oliva Paes Paiva – Paredes Paz Pereira Perez – Pestana Pina Pinheiro Pinto – Pires Porto Quaresma Quental – Ramos Rebello Rego Reis – Ribeiro Rios Rodrigues Rosa – Sá Sequeira Serqueira Serra – Sylva Silveira Simões Siqueira – Soares Souza Tavares Telles – Torrones Tovar Trigueiros Trindade – Valle Valença Vargas Vasques – Vaz Veiga Vellez Vergueiro – Vieira Villela.
A lista dos sobrenomes citados acima não exclui a possibilidade da existência de outros sobrenomes portugueses de origem judaica. (Fonte: Extraído do livro: “Raízes judaicas no Brasil” – Flávio Mendes de Carvalho – Ed. Nova Arcádia 1992).
Todos esses judeus brasileiros, cujos sobrenomes estão citados acima, foram julgados e condenados pela Inquisição de Lisboa, sendo que alguns foram deportados para Portugal e queimados, como, por exemplo, o judeu Antônio Felix de Miranda, que foi o primeiro judeu a ser deportado do Brasil Colônia. Outros foram condenados a cárcere e hábito perpétuo.
Quando os judeus aqui chegavam, desembarcavam na maioria das vezes na Bahia, por ser naquela época o principal porto. Acompanhando a história dessas famílias, nota-se que grande parte delas se dirigia em direção ao sul, muitas vezes fixando residência nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Outros subiam em direção ao norte do país, destacando a preferência pelos estados de Pernambuco e Pará. Esses estados foram bastante influenciados por uma série de costumes judaicos. É importante ressaltar que não podemos afirmar que todo brasileiro, cujo sobrenome constante desta lista acima, seja necessariamente descendente direto de judeus portugueses.
Para saber-se ao certo necessitaria uma pesquisa mais ampla, estudando a árvore genealógica das famílias, o que pode ser feito com base nos registros disponíveis nos cartórios. Mas, com certeza, o Brasil tem no seu sangue e nas suas raízes os traços marcantes deste povo muito mais do que se imagina, quer na sua espiritualidade, religiosidade ou mesmo em muitos costumes.
AS FROTAS DE HIRÃO E SALOMÃO NO RIO AMAZONAS (993 A 960 a.C.)
Constatamos que o Brasil já se destaca dentre outras nações como uma nação que cresce rapidamente na direção de uma grande potência mundial. A influência histórica judaica sefardita é inegável. Os traços físicos de nosso povo, os costumes, hábitos e algumas tradições são marcas indubitáveis desta herança. Mas, há uma outra grande herança de nosso povo, a fé. O brasileiro na sua maioria pode ser caracterizado como um povo de fé, principalmente, quando esta fé está fundamentada no conhecimento do Deus de Abraão, Isaque e Jacó, ou seja, no único e soberano Deus de Israel.
Isto sim tem sido o maior, o melhor e o mais nobre legado do povo judeu ao povo brasileiro e à humanidade.
O tratado de Henrique Onfroy de Thoron sobre o suposto país Ophir, publicado em Manaus, em 1876, e reproduzido em As Duas Américas, de Cândido Costa, em 1900, é um trabalho completo que acabou com todas as lendas e conjeturas a respeito das misteriosas viagens da frota de Salomão. Thoron sabia latim, grego e hebraico, e conhecia a língua tupi, como também a língua “quíchua”, que é ainda falada nas terras limítrofes entre o Brasil e o Peru. Da Bíblia hebraica prova ele, palavra por palavra, que a narração dada no 1o. livro dos Reis, sobre a construção, a saída e viagem da frota dos judeus, junto à frota dos fenícios, refere-se unicamente ao rio Amazonas.
As viagens repetiram-se de três em três anos; as frotas gastaram um ano entre os preparativos e a viagem de ida e volta, e ficaram dois anos no Alto Amazonas, para organizar a procura do ouro e de pedras preciosas. Estabeleceram ali diversas feitorias e colônias, e ensinaram aos indígenas a mineração e lavagem de ouro pelo sistema dos egípcios, descrito por Diodoro, minuciosamente, no 3º livro, cap. 11 e 12. Ali, no Alto Amazonas, exploraram as regiões dos rios Apirá, Paruassu, Parumirim e Tarchicha. No livro dos Reis, da Bíblia, está bem narrado quantos quilos de ouro o rei Salomão recebeu dessas regiões amazônicas. O mister de nosso trabalho é principalmente a exata historiografia, e por isso devemos acrescentar aqui algumas explicações históricas que não se encontram no trabalho de Thoron. Quando o Brasil era colônia de Portugal, os seus destinos eram dirigidos em Lisboa. Quando chegaram aqui os antigos descobridores, dependeram também, para o desenvolvimento de suas empresas, da situação política dos países do Mediterrâneo.
Os fenícios tiveram sempre muitos inimigos que invejavam as suas riquezas; mas, bons diplomatas, com ninguém brigaram, nunca fizeram guerras agressivas e, em toda parte, solicitaram alianças políticas e comerciais. Assim, esse povo pequeno, que nunca foi mais de meio milhão de almas, espalhado sobre centenas de colônias longínquas, pôde conservar, durante dois milênios, um grande domínio marítimo e colonial.
O rei David, dos judeus, havia fundado um poderoso reino, que atingiu seu apogeu no longo governo de Salomão. Os fenícios mostraram-se muito amigos de seu grande vizinho, que lhes forneceu principalmente trabalhadores, que faltavam na Judéia.
Ambos os países estiveram também em boas relações com o Egito, onde reinava a dinastia dos Tanitas. Essa “Tríplice Aliança” deu a seus componentes uma certa segurança contra os planos conquistadores dos Assírios, e favoreceu as empresas coloniais, no Atlântico. Mas, em 949 a.C., apoderou-se o chefe dos mercenários líbicos, Chechonk, do governo do Egito e destronou a dinastia dos Tanitas. Esse chefe não era amigo do rei Salomão, tendo este querido repor a dinastia caída. Chechonk vingou-se, incitando Jeroboão a fazer uma revolução contra Salomão, e tornou-se o instigador da divisão do reino judaico em dois Estados. Jeroboão ficou como rei das províncias do Norte e Roboão, filho de Salomão, ficou com Jerusalém e a província da Judéia. Depois, no quinto ano de governo de Roboão, apareceu Chechonk com grandes exércitos na Judéia, sitiou Jerusalém e obrigou Roboão a entregar-lhe quase todos os objetos de ouro do templo. Assim, levou Chechonk a maior parte do ouro que
Inscrições encontradas na Paraíba
Salomão recebera da Amazônia, além de quatro grandes escudos que pesavam 5 quilos de ouro, cada um, para o Egito. O usurpador mandou colocar no templo de Amon, em Karnac, uma grande lápide, na qual são narrados todos os pormenores dessa guerra contra a Judéia e enumeradas as peças de ouro que o vendedor trouxe para colocá-las nos templos egípcios. Essa lápide ainda hoje existe.
É certo que os judeus fundaram nas regiões do Alto Amazonas algumas colônias, onde negociavam, e ali se mantiveram durante muitos séculos, tendo deixado, indubitavelmente, rastros da civilização e da língua hebraica. Também o nome Solimões, para o curso médio do grande rio, tem a sua origem no nome do rei Salomão, cuja forma popular era sempre Solimão.
É conhecida a grande amizade e forte aliança entre Salomão e Hirão. Além de servir-se Salomão da frota marítima dos fenícios, numa associação de interesses comerciais, recorreu a Hirão, quando da construção de seu templo, tendo o rei de Tiro designado um seu homônimo, o arquiteto Hirão, para comandar os trabalhos da construção do templo.
Um documento assírio do ano 876 a.C. refere-se ao tributo que os habitantes de Tiro eram obrigados a pagar ao seu país para manterem por algum tempo aparente independência: “grande quantidade de ouro, prata, chumbo, bronze e marfim, 35 vasos de bronze, algumas vestimentas de cores vivas e um delfim”.

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2 Comments

  1. Responder
Idalvanir S. Almeida
Escrito junho 29, 2011 às 7:07 PM
Aprendi muito com esse artigo.Pude comprovar o quanto Deus vela por seus escolhidos e o quanto somos privilegiados por estar vivendo neste tempo.
admin
Escrito junho 29, 2011 às 11:13 PM
Obrigado por participar Idalvanir, que o Deus de Israel siga te abençoando grandemente!

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FRASES IMPORTANTES

FRASES  IMPORTANTES...

CAMINHAR  SEMPRE
PARAR  NUNCA
RETROCEDER  JAMAIS

Examinem todas as instituições políticas, civis e religiosas; ou eu muito me engano ou vocês verão nelas o gênero humano subjugado, a cada século mais submetido ao jugo de um punhado de meliantes”

SÓ   HÀ  UM BEM  QUE   O  SABER;
E  SÓ UM   MAL  QUE É  A IGNORANCIA

“Justiça  tardia  não é justiça,
Senão  injustiça  qualificada  e manifesta” RUI BARBOSA.

Platão e as classes de uma sociedade hierarquizada “sem classes”:
"Sois todos irmãos os que fazeis parte do Estado; mas o Deus que vos criou fez entrar o ouro na composição de vós outros que sois aptos para governar. Por isso mesmo os tais são mais preciosos. Misturou prata na constituição dos guerreiros; o ferro e o cobre na dos lavradores e artífices".

AQUELE  QUE  HOJE NÃO  COMPRA  UM  KL  DE OURO  POR  UM  CENTAVO
A  MANHÃ PODERÁ  COMPRARA  UM  KL  DE   FENO  POR  UM MILHÃO!

“o indivíduo é nesse caso posto de lado como um inseto desagradável: está baixo demais para poder despertar por mais tempo sentimentos torturantes em um dominador do mundo. (...) Assim também se passa com o juiz injusto, com o jornalista que com pequenas deslealdades induz em erro a opinião pública.”

Platão e as classes de uma sociedade hierarquizada “sem classes”:
"Sois todos irmãos os que fazeis parte do Estado; mas o Deus que vos criou fez entrar o ouro na composição de vós outros que sois aptos para governar. Por isso mesmo os tais são mais preciosos. Misturou prata na constituição dos guerreiros; o ferro e o cobre na dos lavradores e artífices".

Os  otimistas  as  vezes  erram
Os pessimistas  já  nascem  errados.

Os  homens  comuns  discutem  opiniões.
Os  homens  sábios discutem  idéias.

Um homem falto  de  inteligência quando  sai  de uma  faculdade  com um  diploma de  dr.
Não  passará  nunca  de um  burro  carregado  de  livros.

MAIS  VALE  UM  CÃO  VIVO
DO  QUE  UM  LEÃO  MORTO!


PARA  INALAR  O  PERFUME  DAS  ROSAS
É PRECISO  VENCER  ANTES,  OS  ESPINHOS

Devemos  preocupar não  é  com  o  grito  dos maus
Mas,  com  o  silencio  dos bons

A  vitoria  não é dos que  saem  na  frente
Mas  dos  que  completam a carreira

A  BIBLIA  FOI  O PRIMEIRO LIVRO A SER IMPRESSO
ENTRE  1450  A 1455 ERA  ATUAL
PELO ALEMÃO  JOHN  GUTEMBERG
EM  2 VOLS-DE  1285 PGS-DE  42 LINHAS  CADA.

SIMONIA-NO  GREGO
VENDA  DE COISA  SAGRADA

PORCEMONIA-GREGO
AVAREZA

 A LITROSFERA   (CROSTA  DA  TERRA)
VAI  DE 2900  KMS  À  6370 KMS
NO  CENTRO  DO  GLOBO
 
OBLAÇÃO=OFERTA A  DIVINDADE
LIBAÇÃO=DERRAMAMENTO  DE LIQUIDO Á DIVINDADE
 
O AR  QUE  RESPIRAMOS  CONTEM
78%  DE  NITROGENIO
21%  DE OXIGENIO
1%  OUTROS  GAZES
 
É IMPOSSIVEL  GOVERNAR  O  MUNDO  PERFEITAMENTE
SEM  DEUS  E A BIBLIA...GEORGE  WASHINGTOM



A  POPULAÇÃO  MUNDIAL=CERCA  DE 7  BILHÕES  DE PESSOAS.


20%  NOS  PAISES  DESENVOLVIDOS;
FICAM  COM A  BAGATELA  DE 80%  DAS  RIQUEZAS   DO  PLANETA;
ENQUANTO  QUE  OS  80%  RESTANTES  FICAM COM  APENAS  20%  DESTA  RIQUEZA.


A  LINGUA  PORTUGUESA  NASCEU  EM 1195  ORIGINADA  DO  LATYM.
TEM  CERCA  DE 400.000  PALAVRAS É  MAIS RICA  DO  MUNDO

A  ÁGUIA  AOS  40 ANOS  DE  IDADE  RENOVA BICO UNHAS  E PENAS
DURANTE  5  MESES;  E  DEPOIS  DE  RENOVADA  ELA VIVE  AINDA  CERCA  DE 30 ANOS.

A  LEI  DE  LAMARK
SE  USA  UM  OBJETO  ESTE  RENOVA
SE  NÃO ELE  RETRAI.


A  SIMBIOSE  É O  EFEITO  DE  TRANSFORMAR  O  CARBONO  EM  NITROGENIO  ATRAVÉS     DAS  PLANTAS  POR  MEIO DS  BACTERIAS.

DE   QUE  VALE  AS  LEIS SE  FALTA  AOS  HOMENS
O  SENSO  DE  JUSTIÇA...RUY  BARBOSA.

MAIS  VALE  UM  JUIZ BOM  E PRUDENTE
 QUE UMA  LEI  BOA.
COM  UM  JUIZ  MAU  E INJUSTO, 
UMA  LEI  BOA    DE  NADA  SERVE....CÓDIGO  GERAL  DA SUECIA  DE 1734.


NAÇÃO  DESENVOVIDA
É  POVO    QUE  LÊ..PRESIDENTE  MEDICCI.

UMA GRANDE  NAÇÃO  SE  FAZ COM
HOMENS  E LIVROS.  RUI BARBOSA



EXISTEM  NO  MUNDO  CERCA  DE 5740 LINGUAS  E DIALETOS.
ENTRE  CERCA  DE  7  BILHÕES  DE PESSOAS.


ENTRE  OS  35  PAIZES  DA AMERICA   LATINA
O  BRASIL  (PASMEM!)  É  O  DE  Nº 32  EM
VERBAS  DESTINADAS À  SAUDE.


ESQUISOFRENICO (ESQUISOFRENIA)
AQUELE  QUE  PINTA  UM  QUADRO  IMAGINÁRIO
E  VIVE  DENTRO   DELE! 


AMOR;  NO  GREGO
 HEROS=IMPULSO.
PHILIA=AMIZADE
ÁGAPE=FRATERNO.

ESPIRITISMO VEM  DO GREGO
PNEUMA=FOLEGO
O SUFIXO ISMÓS=DOUTRINA FILOSOFICA
FORMA  A PALAVRA  ESPIRITISMO.


A  BIOLOGIA
SE  DIVIDE  EM TRES  PARTES
BOTÂNICA=PLANTAS.
ZOOLOGIA=ANIMAIS
ANATOMIA=HUMANOS.


FRADE  VEM  DO  LATYM=IRMÃO
PADRE=PAI


   GNOSTICISMO=REVELAÇÃO  QUE SE  JULGA  ESTAR  ACIMA DAS ESCRITURAS.


ANALFABETO  FUNCIONAL=AQUELE  QUE  NÃO  ENTENDE  O  QUE  LÊ

UMA  AÇÃO  PROVOCA  UMA  REAÇÃO,
CONTRÁRIA DE FORÇA  IGUAL...LEIS  DA FISICA.

É  impossível  ser forte.
Sem  ser valente.!

Alguém  pergunta
onde está a saída?
outro responde
depende!
Depende  de que?
Pra  onde  voce quer  ir!-

A  mais  potente  arma do opressor
È  a mente  do oprimido!

È impossível  caminhar  na  fé!
Estando amarrado à uma religião.



Atos-4:10 Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Yisrael, que em nome de Yeshua HaMashiach, HaNotzri, aquele a quem vós crucificastes e a quem Elohim ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. 
4:11 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. 
4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. 
4:13 Então eles, vendo a ousadia de Kefa e Yohanan, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Yeshua.



HIST-ANTIGA

História antiga

Ver artigo principal: Hebraico bíblico
O hebraico é uma língua afro-asiática. Essa família linguística provavelmente se originou no Nordeste da África, e começou a divergir nos meados do oitavo milênio a.C.; de qualquer forma, existe grande debate em relação à data. (A teoria é defendida pela maioria dos linguistas e arqueólogos mas contraria a leitura tradicional da Torá). Os falantes do proto-afro-asiático expandiram-se para norte e acabaram por chegar ao Médio Oriente.
No fim do terceiro milénio a.C. as línguas ancestrais como o aramaico, o ugarítico e várias outras línguas cananitas eram faladas no Levante ao lado dos influentes dialectos de Ebla e Acádia. À medida que os fundadores do hebraico migravam para o sul, onde receberiam influências do levante, tal como outros povos que empreenderam o mesmo caminho, como os filisteus, adoptaram os dialectos cananeus. A primeira evidência escrita do hebraico, o calendário de Gezer, data do século X a.C., os tempos dos reinados dos reis Davi e Salomão. Apresenta uma lista das estações e de actividades agrícolas com elas relacionadas. O calendário de Gezer (que recebeu o nome da cidade em cujas proximidades foi encontrado) está escrito em um alfabeto semítico antigo, aparentado ao fenício, o qual, passando pelos gregos e pelos etruscos, deu origem ao alfabeto latino usado hoje em quase todas as línguas europeias. O calendário de Gezer é escrito sem nenhuma vogal, e não usa consoantes substitutas de vogais mesmo nos lugares onde uma soletração mais moderna o requer (ver abaixo).
A verga Shebna, da tumba de um camareiro real achado em Siloé, datado do século 7 a.C.
Numerosas tabuletas mais antigas foram encontradas na região com alfabetos similares em outras línguas semíticas, por exemplo o proto-sinaítico. Acredita-se que as formas originais das letras do alfabeto são mais antigas que os hieróglifos da escrita egípcia, embora os valores fonéticos sejam sempre inspirados em princípios acrofónicos. O antepassado comum do hebraico e do fenício é chamado cananeu, e foi o primeiro a usar um alfabeto semítico distinto do egípcio. Um dos documentos cananeus antigos é a famosa Pedra Moabita; a inscrição de Siloam, encontrada próximo de Jerusalém, é um exemplo antigo do hebraico. Outros escritos hebraicos menos antigos incluem o óstraca encontrado perto de Laquis (Lachish) e que descreve os eventos que precedem a captura final de Jerusalém por Nabucodonosor II e o cativeiro na Babilónia de 586 a.C..
O escrito mais famoso originalmente em hebraico é o Tanakh, base das Escrituras Sagradas hebraicas, apesar de as datas em que teria sido escrito ainda sejam disputadas (Ver datar a bíblia). As cópias existentes mais antigas foram encontradas entre os manuscritos do Mar Morto, escritos entre o século II a.C. e o século I d.C..
A língua formal do império babilónico era o aramaico (cujo nome deriva de Aram Naharayim, "Mesopotâmia", ou de Aram, "terras altas" em cananeu e o antigo nome da Síria). O Império Persa, que conquistou o império babilónico poucas décadas depois do início do exílio judeu, adoptou o aramaico como língua oficial. O aramaico é também uma língua semítica norte-ocidental, bastante semelhante ao hebraico. O aramaico emprestou muitas palavras e expressões ao hebraico, principalmente devido a ser a língua utilizada no Talmude e noutros escritos religiosos.
Além de numerosas palavras e expressões, o hebraico também recebeu do aramaico o seu alfabeto. Apesar de as letras aramaicas originais terem origem no alfabeto fenício que era usado no antigo Israel, divergiram significativamente, tanto às mãos dos judeus como dos mesopotâmios, assumindo a forma que hoje nos é familiar cerca do século I a.C.. Escritos desse tempo (especialmente notáveis são os manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran) foram redigidos com um alfabeto muito semelhante ao "quadrático" ainda hoje usado.
Os judeus que viviam mais ao norte ou no Império Persa aos pouco foram adotando o segmento aramaico, e o hebraico rapidamente caiu em desuso. Contudo, como essa literatura é parte integrante das escrituras, os caracteres ainda hoje permanecem preservados em outros idiomas. Pelos seguintes 700 anos, o aramaico tornou-se a língua vernácula da Judéia restaurada. Obras famosas escritas em aramaico incluem o Targum, o Talmude e diversos livros de Flávio Josefo, embora muitos desses últimos não foram preservados em sua forma original. No seguimento da destruição de Jerusalem e do Segundo Templo, no ano 70 d.C., os judeus começaram gradualmente a dispersar-se da Judeia para o resto do mundo conhecido à época. Por muitos séculos o aramaico permaneceu como a língua falada pelos judeus da Mesopotâmia, e o Lishana Deni[3], conhecido também como "judaico-aramaico", é um moderno descendente que ainda é falado por uns poucos milhares de judeus (e muitos não-judeus) na região conhecida como Curdistão; contudo, essa língua gradualmente cedeu lugar ao árabe, como deu lugar a outros falares locais em países para os quais os judeus emigraram.
O hebraico não foi usado como uma língua falada por aproximadamente 2.300 anos, ou seja, foi considerada uma língua morta, assim como o latim. Contudo, os judeus sempre dedicaram muito esforço para manter altos níveis de alfabetização entre eles, com o principal propósito de permitir a todo judeu consultar como se estivesse manipulando os originais da Bíblia hebraica e as obras religiosas que a acompanham. É interessante notar que as línguas que os judeus adotaram em seus países de residência, nomeadamente o ladino e o iídiche não estavam diretamente relacionadas com o hebraico (a primeira baseada no espanhol peninsular com empréstimos árabes, e a última um antigo dialeto do alemão medieval), contudo, ambas foram escritas da direita para a esquerda, utilizando o alfabeto hebraico. O hebraico foi também usado como uma língua de comunicação entre os judeus de diferentes países, particularmente com o propósito de facilitar o comércio internacional.
A mais importante contribuição para a preservação da leitura (sem pronúncia) do hebraico tradicional nesse período foi aquelas dos eruditos chamados massoretas (da palavra masoret, que significa "folclore" ou "tradição"), ocorrida a cerca do século VII ao X criou algumas marcações suplementares para indicar a posição onde deveriam existir vogais, assim como a acentuação tônica e os métodos de recitação. desse modo, os textos originais hebraicos que usavam apenas as consoantes passaram a contar com as vogais, entretanto, algumas consoantes foram usadas para indicar vogais longas. Na época dos massoretas esse texto era considerado muito sagrado para ser alterado, assim todas as marcações foram adicionadas na forma de diacríticos (pontinhos e pequenos traços) dentro e ao redor das letras.

[editar] Ressurreição

O reviver do hebraico como língua mãe foi iniciado com os esforços de Eliezer Ben-Yehuda. Anteriormente um ardente revolucionário na rússia czarista, Ben-Yehuda juntou-se ao Movimento Nacional Judaico e emigrou para a Palestina em 1881. Motivado pelos ideais que o circundavam de renovação e de rejeição do estilo de vida dos judeus da diáspora, dedicou-se a desenvolver uma nova língua que os judeus pudessem usar para a comunicação do dia-a-dia.
Apesar de a princípio o seu trabalho ter sido desprezado, a necessidade de uma língua comum começou a ser entendida por muitos. Em breve seria constituido o Comité da Língua Hebraica. Mais tarde tornar-se-ía a Academia da Língua Hebraica, uma organização que existe actualmente. Os resultados do seu trabalho e do do comité foram publicados num dicionário (O Dicionário Completo de Hebraico Antigo e Moderno). O trabalho de Ben-Yehuda acabou por encontar solo fértil e no princípio do século XX, o hebraico estava a tornar-se a principal língua das populações judias.

[editar] História recente

Ben-Yehuda baseou o hebraico moderno no hebraico bíblico. Quando o comité decidia inventar uma nova palavra para um determinado conceito, Yehuda procurava em índices de palavras bíblicas e dicionários estrangeiros, particularmente de árabe. Enquanto que Yehuda preferia as raízes semíticas às europeias, a abundância de falantes europeus de hebraico levou à introdução de muitas palavras estrangeiras. Outras mudanças que tiveram lugar à medida que o hebraico voltava à vida foram a sistematização da gramática, uma vez que a sintaxe biblica era por vezes limitada e ambígua; e a adopção da pontuação ocidental.
A influência do russo é particularmente evidente no hebraico. Por exemplo, o sufixo russo -ácia é usado em nomes onde o português usa o sufixo -ação. Isto aconteceu tanto em empréstimos directos do russo, como por exemplo "industrializacia", industrialização, e em palavras que não existem em russo. A influência do inglês é também muito forte, parcialmente devido à administração britânica da palestina, que durou cerca de 30 anos, e devido a laços fortes com os Estados Unidos. A influência do alemão integrada ao iídiche é bem acentuada, nomeadamente nos diminutivos. Finalmente o árabe, sendo a língua de numerosos judeus Mizraicos e Sefarditas imigrados ou com nacionalidade de países árabes, assim como os palestinianos e árabes israelitas, teve uma influência importante no hebraico, especialmente no calão.
O hebraico moderno é escrito com um alfabeto conhecido como " quadrático". É o mesmo alfabeto, em última análise derivado do aramaico, que foi usado para copiar livros religiosos em hebraico durante dois mil anos. Este alfabeto tem também uma versão cursiva, que é usada para a escrita à mão.
O hebraico moderno têm um jargão rico, que resulta de uma florescente cultura de juventude. As duas características principais deste jargão são os empréstimos do árabe (por exemplo, sababa, "excelente", ou kussémek, expressão de forte dissatisfação que é extremamente obscena tanto em árabe como em hebraico).
Devido ao tamanho relativamente reduzido do vocabulário básico, numerosos empréstimos estrangeiros e a regras gramaticais relativamente simples, o hebraico é uma língua simples de aprender. Os israelitas toleram bastante os sotaques estrangeiros.
O hebraico tem sido a língua de numerosos poetas, os quais incluem Raquel, Bialik, Shaul Tchernihovsky, Lea Goldberg, Avraham Shlonsky e Natan Alterman. O hebraico é ainda a língua de numerosos autores, um dos quais é o escritor Shmuel Yosef Agnon, laureado com o Prémio Nobel.

[editar] Distribuição geográfica

O hebraico é falado principalmente em Israel pelos seus cerca de 6 milhões de judeus tal como pelos dois milhões de árabes que lá vivem. No entanto, fora de Israel, judeus sefarditas, principalmente em França (com mais de meio milhão de judeus), e israelitas expatriados, principalmente nos Estados Unidos (cerca de meio milhão de pessoas), usam-na domesticamente. Normalmente, a maioria dos judeus asquenazes não nascidos em Israel (cerca de 8 milhões) consideram difícil usar o hebraico coloquialmente. A minoria (no máximo 20%) que frequenta escolas judaicas (yeshivas) normalmente tem uma familiaridade maior com o hebraico e consegue ler e até escrever hebraico mas só falam com fluência quando passam tempo suficiente em Israel e falam com falantes nativos de hebraico.
Muitos judeus europeus e americanos nunca visitaram Israel e não conseguem dizer muito em hebraico. Desse modo o hebraico não é falado por eles nem entendido pela maioria dos judeus em muitas áreas fora de Israel onde há uma grande população judia, nomeadamente na Argentina, na Austrália, no Canadá, na França, no Brasil, na Alemanha, na Rússia, na África do Sul, Ucrânia, no Reino Unido e nos Estados Unidos
Como parte do judaismo, o hebraico é usado em vários graus nos estudos religiosos e orações. Normalmente são os judeus ortodoxos que frequentam escolas de hebraico e escolas religiosas, enquanto que a maioria dos judeus tendem a ser fluentes nas línguas dos países onde vivem e menos interessados em aprender hebraico. Apesar disso, na América do Norte, iniciativas como o Programa de Aproximação Judia Nacional e as sinagogas oferecem cursos intensivos de hebraico a dezenas de milhares de judeus todos os anos para introduzir judeus adultos à leitura de hebraico pela primeira vez.

[editar] Dialectos

De acordo com o Ethnologue, os dialectos do hebraico incluem o hebraico padrão (israelita padrão, hebraico europeizado), hebraico oriental (hebraico arabizado e hebraico iemenita).
Na prática há também o hebraico asquenaze, ainda usado de forma vasta nas cerimónias judaicas e nos estudos em Israel e no estrangeiro. Foi influenciado pelo iídiche.
O hebraico sefardita é a base do hebraico padrão e não é muito diferente deste, mas tradicionalmente tem maior variedade de pronúncias. Foi influenciado pelo ladino.
O hebraico mizrahi (oriental) é na realidade um grupo de dialectos falados liturgicamente por judeus em várias partes do mundo árabe e islâmico. Foi influenciado pelo árabe.
Quase todos os emigrantes em Israel são encorajados a adoptar o hebraico moderno como a sua língua diária. Como dialecto, o hebraico padrão foi inicialmente baseado no hebraico sefardita, mas foi influenciado pela fonologia asquenaze até formar um dialecto moderno único. Por exemplo, o som da consoante resh no hebraico padrão atual se aproxima mais do som gutural que a letra "r" possui no alemão, no iídiche e no francês, que do seu som no dialeto sefardita, ou de seus equivalentes nas outras línguas semíticas. Assim como o som da letra "tz" (tzadi) que no hebraico moderno possui o som duplo semelhante ao "z" do alemão, e não a pronúncia sefardita e mizrahita que é semelhante ao "çad" do árabe.

[editar] Línguas fortemente influenciadas pelo hebraico

O iídiche, o ladino, o quaraim e o judeo-árabe foram todas muito influenciadas pelo hebraico. Nenhuma é completamente derivada do hebraico, mas todas estão cheios de empréstimos dele.[carece de fontes?]

[editar] Vogais

As vogais do hebraico moderno
A palavra hebraica para vogal é tnu'ot. A língua hebraica moderna de Israel tem cinco vogais:

pronúncia aproximada
em português
represenção ortográfica
"longo" *
"curto" *
"muito curto" / "interrompido" *
/a/
[a]
(como em "spa")
kamats ( ָ )
patach ( ַ )
chataf patach ( ֲ )
/e/
[e̞]
(como em "bet")
tsere male ( ֵי ) ou tsere chaser ( ֵ )
segol ( ֶ )
chataf segol ( ֱ ), ás vezes schwa ( ְ )
/i/
[i]
(como em "ski")
khirik male ( ִי )
khirik chaser ( ִ )

/o/
[o̞]
(como em "gore")
kholam male ( וֹ ) ou kholam chaser ( ֹ )
kamatz katan ( ָ )
chataf kamatz ( ֳ )
/u/
[u]
(como em "uso" mas com nenhuma ditongação)
shuruk (וּ)
kubuts ( ֻ )

* As várias representações ortográficas de cada um dos fonemas attests to the broader phonemic range de vogais em recentes formas de hebraico. Alguns linguistas acalmam a gramática hebraica individualmente de Schwa na—marcando como Schwa (ְ)—representando um sexto fonema, /ə/.

Cada vogal tem três formas: curta, longa e interrompida (hataf). Não há distinção audível entre as três no hebraico moderno de Israel, e o tipo de uma vogal é determinado inteiramente por sua posição em uma palavra.
O hebraico antigo não tinha ditongos. Embora eles existam no hebraico moderno falado, as regras de gramática desencorajam seu uso. Assim, a raiz Y-Kh-L, segunda pessoa do singular do tempo futuro, será conjugada tuykhal, embora a forma correta seja tukhal.
A fonética hebraica inclui um dispositivo especial chamado schwa. Há dois tipos de schwa: de repouso (nakh) e de movimento (na' ). O schwa de repouso é pronunciado como uma breve parada da fala. O schwa de movimento soa muito parecido com o schwa da língua inglesa.
O hebraico também tem o dagesh, um "enfatizador". Há dois tipos de enfatizadores: o brando (qal, conhecido também como dagesh lene) e o forte (chazaq ou dagesh fortis). Há duas subcategorias de dagesh forte: forte estructural (chazaq tavniti) e o forte complementar (chazaq mashlim). O brando afeta os fonemas /v/ /g/ /d/ /kh/ /f/ /t/ no início de uma palavra, ou depois de um schwa de repouso. As ênfases do tipo forte estructural pertencem a certos padrões vocálicos (mishkalim e binyanim; ver a secção sobre gramática, a ser incluída a seguir). O dagesh forte complementar é acrescentado quando ocorre uma assimilação vocálica. Como mencionado antes, a ênfase influencia qual de um par de alófonos é pronunciado. Bastante interessante, evidência histórica indica que /g/, /d/ and /t/ costumavam ter versões de ênfase próprias, contudo elas desapareceram de virtualmente todos os dialetos falados do hebraico. Todas as outras consoantes, exceto as aspiradas, podem receber uma ênfase, mas seus sons não sofrerão mudanças.

[editar] Consoantes

A palavra hebraica para consoantes é i'curim.


m מ

n נ





p פּ
b בּ

t ט,ת,תּ
d ד,דּ


k ק,כּ
g ג,גּ

ʔ א,ע



ts צ







f פ
v ב,ו
s ס,שׂ
z ז
ʃ שׁ
ʒ


χ ח,כ,ך
ʁ ר
h ה






ʀ ר






j י





l ל






[editar] Mudanças sonoras históricas

As transcrições gregas apresentam indicações de que o hebraico bíblico manteve as consoantes gh e kh do proto-semítico por mais tempo do que o sistema de escrita pode sugerir. Assim, 'Amorá é traduzido como Gomorra para grego, enquanto que 'Eber é transcrito como Eber, sem o g intrusivo; dado que evidências comparativas semíticas mostram que ambos o *gh e o *' do proto-semítico se tornaram 'ayin no hebraico tardio. Isto sugere que a distinção ainda era mantida em tempos clássicos.

[editar] Verbos

A palavra hebraica para verbo é po'al.
Os verbos no hebraico são declinados pelo género, pessoa, número e tempo. A forma base para os verbos é a terceira pessoa masculina singular do passado activo do indicativo.

[editar] Pessoa, número, e gênero

Há três pessoas na língua hebraica: a primeira pessoa, também chamada a "falante"; a segunda pessoa, a "presente"; e a terceira, a "escondida" (no presente todas as pessoas têm formas idênticas, diferindo apenas no número e género). Para cada pessoa há formas singulares e plurais. O dual arcaico presente no sistema nominal não é usado no sistema verbal.
Usualmente a pessoa afecta o sufixo do verbo. Assim, lamadti significa "aprendi", lamadta significa "aprendeste", lamdu significa "aprenderam". A raiz lamd- mantém-se constante.
O hebraico declina ainda com o género, distinguindo, por exemplo, entre lamadet ("aprendeste", no feminino) e lamadta ("aprendeste", no masculino).

[editar] Notas

  1. CIA's World Fact Book
  2. Ethnologue: Statistical Summaries
  3. [1]
  4. Sons palatoalveolares (com exceção do /ʃ/) não são nativos, encontrados apenas em palavras estrangeiras.

[editar] Referências

[editar] Ver também